Quer saber mais sobre a energia solar?
Veja as perguntas mais comuns sobre a energia solar e descubra como é vantajoso investir em sistemas fotovoltaicos para sua residência ou comércio.
A energia solar funciona por meio de painéis fotovoltaicos, que captam a luz do sol e a transformam em eletricidade. Essa energia passa por um inversor, que a adapta para uso no imóvel. O excedente é enviado à rede elétrica, gerando créditos de energia que podem ser usados em dias nublados ou à noite.
Sim, quem instala energia solar (on-grid), ou seja, conectado à rede da concessionária, continua pagando a conta de luz, mas com um valor significativamente menor. A economia pode chegar a até 95% em muitos casos.
Isso acontece por alguns motivos:
1. Custo de Disponibilidade (Taxa Mínima)
Mesmo que o seu sistema solar produza toda a energia que você consome e até gere um excedente, você ainda utiliza a infraestrutura da distribuidora (cabos, postes, transformadores) para receber energia à noite, em dias nublados ou quando a sua geração solar não é suficiente. Por isso, a concessionária cobra uma taxa mínima, também conhecida como custo de disponibilidade.
O valor dessa taxa varia de acordo com o tipo de conexão da sua residência:
Monofásica: Geralmente equivalente a 30 kWh.
Bifásica: Geralmente equivalente a 50 kWh.
Trifásica: Geralmente equivalente a 100 kWh.
Essa taxa garante que você tenha energia disponível sempre que precisar, mesmo que não a utilize naquele momento.
2. Taxa de Iluminação Pública (COSIP/CIP)
Outro encargo que permanece na sua conta é a taxa de iluminação pública, que pode ser chamada de COSIP (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública) ou CIP (Contribuição de Iluminação Pública). Essa taxa é cobrada por todas as residências e estabelecimentos que utilizam a iluminação pública da cidade, independentemente de terem energia solar ou não.
Ela é destinada à manutenção e expansão da iluminação de ruas, praças e vias públicas.
3. “Taxação do Sol” (Marco Legal da Geração Distribuída – Lei 14.300/2022)
Com a aprovação do Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022), a forma de compensação da energia injetada na rede mudou para novos sistemas solares protocolados a partir de 7 de janeiro de 2023.
Sistemas antigos (protocolados até 06/01/2023): Continuam isentos de qualquer taxação sobre os créditos de energia até 31 de dezembro de 2045.
Novos sistemas (protocolados a partir de 07/01/2023): Passam a ter uma taxação gradual sobre o Fio B, que é uma parte da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). Isso significa que, do excedente de energia que você injeta na rede e que vira créditos, um percentual menor será compensado, pois parte dele será usado para custear o uso da infraestrutura da rede.
Essa taxação é progressiva:
2024: 30% sobre o Fio B.
2025: 45% sobre o Fio B.
E assim por diante, com aumento gradual até 2029.
Mesmo com essa taxação, a energia solar on-grid continua sendo um excelente investimento e ainda proporciona uma economia muito significativa na conta de luz. A parte da energia que você consome diretamente do seu sistema solar (autoconsumo) continua 100% gratuita e não é taxada.
Em resumo, você não “zera” a conta de luz, mas a reduz drasticamente, pagando principalmente pela disponibilidade da rede e pela iluminação pública.
A energia solar on-grid é um sistema conectado à rede elétrica pública. Os painéis solares instalados no imóvel geram energia durante o dia, que é usada imediatamente. Quando há sobra, essa energia é injetada na rede da distribuidora e convertida em créditos, que podem ser usados à noite ou em dias nublados. Isso permite uma economia de até 90% na conta de luz, sem necessidade de baterias, tornando o sistema mais acessível e eficiente.
Esse modelo é o mais utilizado no Brasil, tanto em residências quanto em comércios, e funciona apenas quando há fornecimento da rede elétrica — ou seja, em caso de queda de energia da concessionária, o sistema é desligado por segurança. Mesmo gerando sua própria energia, o consumidor ainda paga a tarifa mínima obrigatória da distribuidora, mas o retorno financeiro compensa: é uma solução sustentável, econômica e de longa durabilidade.
O preço varia conforme o consumo do imóvel. Um sistema residencial típico no RJ pode custar entre R$ 15 mil e R$ 35 mil. Já sistemas maiores, para empresas, podem ultrapassar R$ 100 mil. Financiamentos com parcelas menores que a conta de luz estão amplamente disponíveis.
Sim. Mesmo em dias nublados, os painéis geram eletricidade, embora com menor intensidade. Como o Rio de Janeiro tem alto índice de radiação solar ao longo do ano, o investimento continua sendo viável, mesmo em cidades com clima mais instável.
Não. Os painéis geram energia apenas com a luz solar. No entanto, o sistema compensa isso por meio dos créditos de energia: o excedente gerado durante o dia é utilizado à noite ou em dias com baixa produção.
É possível zerar o consumo de energia da distribuidora, mas ainda há a cobrança de taxas e contribuições obrigatórias, como a de iluminação pública.
Os painéis solares duram em média 25 a 30 anos, com garantia de performance acima de 80% nesse período. O inversor, que é o equipamento mais sensível, costuma durar entre 8 a 15 anos e pode ser trocado com facilidade.
No RJ, quem gera a própria energia solar está isento do ICMS sobre os créditos injetados na rede, graças ao Convênio ICMS 16/2015.
Isso significa, que para quem instala energia solar no RJ, o crédito gerado e compensado não sofre incidência de ICMS, o que aumenta a economia na conta de luz. Sem essa isenção, parte do crédito seria reduzido pelo imposto, diminuindo o benefício do sistema. A isenção vale para sistemas com potência de até 5 MW, o que abrange boa parte dos projetos residenciais, comerciais e rurais.
O retorno do investimento (payback) geralmente ocorre entre 3 a 6 anos, dependendo do consumo, tamanho do sistema e condições de financiamento. Como a vida útil do sistema passa de 25 anos, o proprietário tem décadas de economia.


